Fonte: http://www.juventudedemocratas.org.br/news_view.asp?id={C2B3C1D8-9606-4602-989B-0288D86EC075
Assistam:
Uma hora e meia de palestra, mais 40 minutos de debate. E durante todo esse tempo, a disposição do comandante do programa de maior audiência entre os jovens brasileiros, Marcelo Tas, para explicar, expor e desvendar os mistérios da internet.
Mistérios, que, para ele, são traduzidos na palavra transparência. Tas começou pela linguagem utilizada lá na infância dele, aos 10 anos de idade, quando a primeira televisão chegou em sua casa. Do jornal anárquico na época da faculdade à especialização em internet, em Nova York, quando no Brasil ninguém havia ainda ouvido falar na inovação, ele fez um verdadeiro passeio sobre como a comunicação foi revolucionada.
E falou muito, também, sobre o twitter, definido assim: uma ferramenta para ouvir. "Mais do que um veículo para falar, o twitter é a melhor rede hoje disponível para a gente ouvir o que as pessoas pensam. Nós do CQC guiamos o programa pela avaliação constante e atualizada a todo minuto dos telespectadores", afirmou. "E os políticos precisam aprendem a ouvir inclusive o que não querem nessa rede que elimina a distância gigantesca que separava o mundo deles do mundo real", continuou Tas.
Marcelo Tas aceitou o convite da Juventude Democratas para participar do Encontro Nacional, em Blumenau (SC), que reuniu cerca de 800 jovens durante 3 dias. Veja tudo o que rolou no link do Encontro, na parte superior da página.
Fonte: WSCOM
O deputado federal Efraim Filho (PB), disse em entrevista que a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados (CCJ), ao direito de o estudante de curso superior aprovado em concurso público transferir-se - mesmo que não haja vagas disponíveis - para instituição de ensino na localidade onde exercerá suas funções.
A regra está prevista no Projeto de Lei 1844/99, do Senado, e vale também para os dependentes do futuro servidor. Atualmente o benefício alcança apenas servidores federais e militares que são removidos a interesse da administração pública.
"Com essa medida todos saem ganhando, a instituição que terá um servidor publico qualificado e o estudante universitário que poderá dar continuidade aos seus estudos mesmo tendo sido aprovado em concurso público em qualquer local do país" justificou Efraim Filho.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) autoriza a transferência de alunos entre as instituições de ensino superior apenas quando houver vaga e mediante processo seletivo. A LDB, porém, prevê a transferência "ex-officio", com regras próprias, a ser regulamentada em legislação específica.
Por sua vez, a Lei 9536/97 permitiu a transferência automática, mesmo não havendo vagas, para servidores federais e militares, mas proibiu que a extensão da prerrogativa a servidores não concursados ou para aqueles que precisam se deslocar de sua casa para assumir cargo após aprovação em concurso. O projeto aprovado suprime apenas essa última parte da regra.
O Supremo Tribunal Federal (STF), ao interpretar a Lei 9536/97, entendeu que a transferência automática (ex officio) só pode ocorrer entre instituições de mesma natureza: de federal para federal ou de privada para privada, por exemplo.
A proposta já foi aprovada pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Em 2003, foi aprovada pela Comissão de Educação e Cultura. A CCJ aprovou também projetos similares, alguns mais amplos, que tramitam apensados ao PL 1844/99. Todas as propostas deverão ser votadas pelo Plenário.
“O mundo seria bem melhor se os homens de bem tivessem a ousadia dos canalhas!”Em um país onde os Governantes estão desacreditados, cabe aos homens de bem fazer a revolução!
por Elisa Damaso
Em comemoração ao dia da Juventude, transcorrido ontem, as Juventudes Democrata, JPSDB, JPMDB e JPS convidaram entidades para participar de um protesto contra conclusão da Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde que, segundo os manifestantes, foi conduzida de maneira irresponsável. O grupo, com cerca de 50 pessoas, levou pizzas à Câmara Municipal de Belém. 'Como se esperava, (a CPI) acabou em pizza e nós viemos comer a pizza aqui na Câmara', disse Gilton Paiva, presidente da Juventude Democrata, que usava um nariz de palhaço.
Há cerca de três semanas, a CPI da Saúde entregou o relatório final contendo recomendações à prefeitura de Belém. Para Gilton, a CPI deveria exigir da PMB melhorias no sistema de saúde da capital paraense. 'Dos cinco vereadores que faziam parte da mesa da CPI, três era da base governista e foram justamente os que assinaram o relatório final', afirmou o presidente da Juventude Democrata. A Comissão foi presidida pela vereadora do PDT Tereza Coimbra, tendo como vice-presidente o vereador do PTB Nadir Neves e Gervásio Morgado, do PR, como relator, completando, assim, a base governista da CPI.
“O povo é a maior autoridade!”
disse Gilton Paiva ao ser impedido de adentrar à galeria para entregar pizza aos vereadores da base governista.
Os vereadores José Scaff Filho, do PMDB, e Ademir Andrade, do PSB, também participaram da bancada, que foi formada após criação de blocos partidários onde a maioria de formou pela base governista. Segundo Ademir Andrade, que requereu a CPI, os médicos vereadores foram desprezados 'com a intenção de colocar os três elementos que estavam lá para defender de forma intransigente a prefeitura'. Andrade e Scaff acabaram não tendo participação no relatório final, uma vez que seus pedidos sequer eram encaminhados pela presidência. 'Não assinei o relatório porque jamais colaboraria com relatório ‘fajuto, cretino, vazio’, que não diz nada. Um relatório oficial do governo', disse Andrade. Os manifestantes tentaram entregar uma pizza ao presidente da Câmara, Walter Arbage, do PTB, mas foram proibidos de entrar no plenário. O vereador Evaldo Rosa, o Cobrador Pregador, do PPS, comeu uma fatia e declarou que a conclusão da CPI não mudou o caos que se encontra o sistema de saúde de Belém, embora a base governista diga que está tudo bem.
A presidente da CPI, Tereza Coimbra, afirma que as recomendações propostas no relatório final estão sendo cumpridas. Segundo ela, a CPI foi encerrada após análise dos documentos apresentados e recomendações que passam do Legislativo para o Executivo, sendo obrigatório seu cumprimento, caso contrário a prefeitura de Belém será punida pelo Ministério Público. Tereza ainda defendeu a formação da bancada dizendo que houve um consenso entre os blocos partidários e que nenhum médico foi sugerido para compor a Comissão.
Andrade afirmou que houve manipulação da mesa durante o trabalho da CPI. Ele disse que a CPI foi determinada pela Justiça após a tentativa da base governista de não levá-la adiante, que acabou elegendo tudo, desde a formação da Comissão até o relatório final.

ÉTICA E POLÍTICA BRASILEIRA
Ludimila Coelho Loiola
RESUMO
Entre a ética e a política constatamos uma dialética conflitiva, pois há um imenso abismo separando-as. O objetivo desse artigo é verificar os conflitos entre a ética e a política, enfocando como o poder político interfere nas relações sociais desde a chegada da política no Brasil, pouco depois do seu descobrimento em 1500, deturpando os valores morais da sociedade hodierna através de mentiras e corrupção, pois muitos políticos só procuram autopromoção; e manipulação da sociedade. O tema é justificado devido às rotineiras denúncias de corrupção por parte dos políticos, que deixam a população brasileira perplexa, mas que infelizmente, não reivindica mudanças nesse quadro. Promessas políticas feitas em período eleitoral, para a obtenção de vantagens não são cumpridas - algumas¬ por pura falta de vontade, e outras por ineficiência ou falta de recursos financeiros do Estado. A metodologia utilizada nesse trabalho é baseada em pesquisa bibliográfica para a melhor compreensão dessa temática. O texto é dividido em cinco partes. Na introdução desenvolvemos uma relação dialética entre a ética e a política. Depois, temos um breve histórico da política brasileira, desde a independência, passando pelo Golpe Militar até chegar aos nossos dias. Posteriormente foram enumeradas algumas posturas antiéticas dos políticos nacionais como a política do "coronelismo". A conclusão traz uma retomada de toda a problemática, com possíveis formas de modificar o pensamento político brasileiro. Por fim, temos as referências bibliográficas que utilizamos para o embasamento teórico do trabalho.
Palavras-chave: política, coronelismo, minorias populacionais, corrupção.
1. INTRODUÇÃO
A ética pode ser entendida como a ciência que estuda as relações morais dos homens entre si. Originada do grego ethos que significa costume, a ética surge para estudar e investigar os princípios, as normas de comportamento, ou seja, as práticas morais e tradicionais consideradas valores que regem as condutas humanas de determinada sociedade. (VAZQUÉZ, 2000).
Os princípios éticos de uma sociedade podem e devem evoluir seguindo os valores morais que sofrem mutação conforme as mudanças econômicas, tecnológicas e sociais. Para Adolfo Vazquéz (2000) os princípios éticos evoluem devido a "necessidade de relacioná-los com as condições sociais as quais se referem, com as aspirações e interesses que os inspiram e com o tipo concreto de relações humanas que pretendem regulamentar".
Durante a Idade Média a visão teocêntrica do mundo vez com que os valores morais da sociedade fossem substituídos. Essa começava a ser regida pelos valores religiosos, mais precisamente os católicos, que impuseram a dialética do bem X o mal vinculados a fé, e pelos Dez Mandamentos que são seguidos e respeitados até hoje, como: não matar, não roubar, etc.
Posteriormente, a visão iluminista transformou os valores éticos da sociedade, pois estes se tornaram secularizados. O fundamento ético passava a ser o próprio homem, e não mais Deus. Na concepção Kantiana (apud ARANHA, 1993), que é iluminista, o agir moralmente se funda exclusivamente na razão. Essa nova visão pressupõe o individualismo, uma vez que o homem é levado a agir seguindo a sua consciência, seus costumes ou a favor do que seria bom para si mesmo.
Atualmente Habermas (1980 apud ARANHA, 1993) traz uma nova concepção para a ética. Sua teoria, influenciada por Kant, também pontifica a razão como fundamento básico, porém é uma razão comunicativa, onde o sujeito recorre à comunidade, ao dialogo, a interação social para chegar à razão. Dessa forma, é necessário o entendimento para se conseguir uma única conclusão entre os indivíduos do grupo social, conseguida através da utilização de argumentação racional.
Por outro lado, a palavra "política" foi utilizada pela primeira vez por Aristóteles. Este disse que "o homem é um animal político, porque nenhum ser humano vive sozinho e todos precisam da companhia de outros". Dessa forma, "política se refere à vida na polis, ou seja, a vida em comum, as regras de organização dessa vida, aos objetivos da comunidade e as decisões sobre todos esses pontos". (ARISTÓTELES, apud DALLARI, 1999).
Weber (1926) traz duas concepções de política. A primeira diz que "por política entenderemos tão somente a direção do agrupamento político hoje denominado 'Estado' ou a influência que se exerce nesse sentido". Nessa concepção, torna-se viável e tolerável o uso da força ou violência pelo Estado para a garantia do seu poder, soberania e ideais. Na Segunda, entende por política "o conjunto de esforços feitos visando a participar do poder ou a influenciar a divisão do poder, seja entre Estados, seja no interior de um único Estado". Dessa maneira, para Weber "qualquer homem que se entrega a política aspira ao poder". O Estado consiste apenas em uma relação de dominação do homem pelo homem.
Poderíamos elencar além dessas inúmeras outras definições do que é política, mas tomaremos como base a concepção de Dallari (1999, p.10) : "política é a conjugação das ações de indivíduos e grupos humanos, dirigindo-as a um fim comum". Este fim comum deve ter como ideal o bem-estar, a igualdade entre os componentes da sociedade e a paz social.
A política resulta da própria vida em sociedade, das ações humanas e da necessidade de organização dessa sociedade, visando sempre ao bem comum, de tal modo que se atinja uma sociedade justa e livre.
Entre a ética e a política parece não existir um ponto em comum, pois agir conforme os padrões políticos significa que as suas atitudes estão distantes dos valores éticos da sociedade. Essa afirmação parece ser contraditória, pois se uma aspira a uma vida justa e feliz, torna-se inseparável da outra. Porém, esta finalidade é mera teoria, pois a política, na prática, não realiza o bem comum, mas o bem dos próprios detentores do poder e seus apadrinhados.
A prática dos privilégios acontece no Brasil desde a época colonial. Ficou explicita com a divisão das capitanias hereditárias, pois os donatários que receberam as terras eram os nobres e/ou os amigos do Rei português.
Atualmente, as palavras mais ouvidas nos jornais televisionados são promessas não cumpridas, corrupção, má utilização ou desvio de dinheiro público, desonestidade, compra de votos e abuso de poder, contradizendo a vontade dos eleitores que escolhem seus representantes a espera de pessoas honestas e preocupadas com os inúmeros problemas sociais enfrentados pelo Brasil. Os cidadãos exigem um mínimo de postura ética dos seus representantes no poder, mas não há resposta a esse clamor, pois os compromissos assumidos durante as campanhas eleitorais são "esquecidos".
Depreendemos daí que os políticos não se preocupam com os problemas sociais que aterrorizam a população, o que seria a sua obrigação. Ao contrario, são guiados pela sede do poder, o único fim a que se dedicam. Dessa forma, a ética é "esquecida", torna-se mera especulação e inspiração para filósofos e escritores.
2. HISTÓRIA DA POLÍTICA NO BRASIL
No século XVIII, o sistema colonial encontrava-se em verdadeira decomposição. Os novos ideais de liberdade e racionalidade inseridos pelo Iluminismo substituiram o quadro religioso pelo racionalista, a procura de privilégios sociais, econômicos e políticos para a população. Aos poucos o racionalismo acabou com o ideário do mercantilismo e a perseguição aos entraves ao trabalho, até acabar de vez com a servidão, e a escravidão.
Nessa época também percebemos a exacerbação do nacionalismo e do liberalismo. Essas novas perspectivas criaram uma consciência emancipadora, pois os brasileiros não queriam se deixar dominar pela metrópole.
Em 1808, Dom João juntamente com toda a corte desembarcou no Brasil. Nesse período foi criado o Banco do Brasil, a fundação da Imprensa Regia, o incentivo a exploração mineral, criação do Jardim Botânico, Biblioteca Nacional, abertura de escolas de primeiras letras e de ensino de artes e oficio, dentre outras benfeitorias executadas pelo Rei português no Brasil, o que trouxe grande progresso econômico, cultural e social à colônia.
Com o regresso de Dom João VI para Portugal em 1822, instalou-se no Brasil a monarquia exercida pelo príncipe regente Dom Pedro I, após a proclamação da independência em 7 de setembro de 1822.
Para Caio Prado Júnior (1979, apud IGLÉSIAS, 1993, p. 115) "fez-se a independência praticamente à revelia do povo, e se isto lhe poupou sacrifícios, também afastou por completo sua participação na nova ordem política. A independência brasileira é fruto mais de uma classe que da nação tomada em conjunto.
Conseqüências desagradáveis surgiram com a independência, como o não reconhecimento de países como os Estados Unidos. Além disso, houve a outorgação da Carta Constitucional em 1824 por Dom Pedro I, após a dissolução da Assembléia Constituinte.
Inúmeros protestos surgem no Brasil contra a monarquia, contra o absolutismo, culminando na abdicação de Dom Pedro I em 1831, passando a fase política do Segundo Reinado. A ética continua escanteada, pois o seu papel na sociedade política é secundário, talvez até desconhecido. Nesse período, tivemos proclamado primeiro Regente Dom Pedro II que tinha cinco anos de idade. Depois vieram as Regências Trinas e, já no final desse período, a Regência Una exercida por Feijó.
Porém, em 1832, Dom Pedro II retoma o poder, e dessa vez, como Imperador. Seu segundo reinado dura quarenta e nove anos.
O escravismo viu o seu fim em 1888 nos últimos anos de Império (derrubado em 1889) com a Lei Áurea.
A República foi instaurada em 1889 e vai até 1964. Podemos dividir essa fase em:
1) de 1889 a 1894, a República dos Marechais; 2) de 1894 a 1930, da convencional retomada do poder pelas oligarquias ao início de ruptura, de 1922 a chamada Revolução de 1930; 3) de 1930 a 1937, uma grande virada, com o governo de Vargas, primeiro como ditadura, depois constitucional, com a pregação das ideologias de direita e esquerda; 4) de 1937 a 1945, o Estado Novo com o corporativismo de Vargas; 5) de 1945 a 1964, (subdividido) com o interregno presidencial de 1949 a 1950, incluindo com a volta de Vargas à presidência, agora eleito, e de 1955 a 1964, com a chamada Era JK, de 1956 a 1961, completada com a instabilidade e a crise de 1961 a 1964, quando a chefia do Estado se conduz com insegurança e termina com o Golpe Militar de 1964, que depõe o governo e instaura outra ordem, na alegada revolução regeneradora dos militares. (IGLÉSIAS,1993, p.193).
Assim, concluímos que as movimentações políticas do país, em geral, não levaram em conta a vontade da maioria da população. É um poder antiético e elitista, centrado no acúmulo de poder político-econômico nas mãos de poucos cidadãos para o beneficiamento da mesma massa populacional.
3. CONDUTAS E POSTURAS POLÍTICAS NO BRASIL
Desde o início da República no Brasil, o poder é exercido pelas elites do país e para essas elites. Durante a República Velha (1889 - 1930)
acertada a indicação [para a presidência], contudo, isso já equivalia à eleição, de vez que os governos estaduais tinham poder para dirigir as eleições e não hesitavam em manipular os resultados para enquadrá-los nos seus arranjos pré-eleitorais. Com o apoio dos líderes políticos de um número de estados suficiente para assegurar a maioria eleitoral, e o candidato indicado, amparado pelo regime vigente, temia muito pouco a derrota. À medida que o século XX avançava e as cidades cresciam, a manipulação do eleitorado tornava-se mais difícil. Mas os resultados nas cidades ainda podiam ser neutralizados pelos 'currais' eleitorais dos chefões do interior (conhecidos como "coronéis"), que governavam seus domínios patriarcais com mão de ferro. Se bem que o sistema político de coronelismo estivesse em declínio, como resultado das mudanças econômicas que minavam a tradicional estrutura econômica do atrasado interior brasileiro, ainda era considerado como um fator importante durante as negociações pré-eleitorais de 1929. (SKIDMORE, 1982, p.21-22).
Dessa forma, apesar de nas eleições de 1929 Júlio Prestes ter sido o candidato à presidência mais votado, não pode tomar posse. Era mais interessante, do ponto de vista político, que o candidato derrotado, Getulio Vargas, exercesse o poder para garantir que a elite brasileira (composta naquela época principalmente por cafeicultores) continuaria sendo privilegiada.
Essa política de apadrinhamento e coronelismo decorre até os dias de hoje. O coronelismo ocorre principalmente nas cidades do interior onde a população é mais pobre e carente, tornando-se mais facilmente manipulada.
Os "coronéis" utilizam-se da máquina do poder e da boa fé dos cidadãos para garantir à população residente em seu domínio eleitoral uma educação básica de péssima qualidade, não permitindo a esse povo perceber o seu estado de absoluta alienação.
Realizam alguma obra em favor da população através da troca de favores: o beneficiamento social X o voto. Por não perceberem essa manipulação, os "coronéis" são vistos pelos eleitores como os "bons homens", "aqueles que fazem tudo por nós". Pura ilusão. Não há por que pensar e agir eticamente se dessa forma não haverá retorno financeiro.
Na década de 30 já era evidente a marginalização da sociedade e a discrepância social entre as diferentes camadas populacionais, aumentando cada vez mais o imenso abismo social hoje existente.
A elite brasileira permaneceu diretamente no poder durante toda a república (de 1930 a 1964) nos governos de Getúlio Vargas, Dutra, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart, pois estes presidentes não lutaram efetivamente pelo bem-estar, igualdade, moradia, educação e saúde para a população. Ao contrário, fortaleciam o poder da minoria populacional mais rica.
Após o Golpe Militar (1964), apoiado pela elite, com a passagem dos presidentes Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel, Figueiredo e Tancredo Neves, percebemos que as diferenças sociais não foram cuidadas nesse período.
As várias políticas econômicas utilizadas no referido momento histórico contribuíram em grande escala para vastos períodos de recessão e o conseqüente empobrecimento da população.
Não havia uma preocupação ética com a população. O próprio Golpe Militar foi uma ação antiética, pois privou toda a população de usufruir dos seus direitos individuais, como o direito de ir e vir, o direito a liberdade de expressão, dentre outros, além da repressão política sofrida pela população em geral.
4. CONCLUSÃO
Conforme pudemos observar acima, o processo político brasileiro, desde o seu início, não se preocupou na prática com princípios éticos e sociais durante a formação da sociedade. Dessa forma, formou-se uma sociedade patriarcal, com uma população pobre, destinada a viver na miséria, e com uma cultura individualista que reflete em todas as áreas de atuação populacional.
De tão acostumado com escândalos políticos, os brasileiros pouco se comovem, e continuam estáticos em relação a todos os impasses provocados pelas políticas elitistas dos governantes.
Apesar de a população a cada dia tornar-se mais pobre, não é capaz de transformar ou proporcionar um maior esclarecimento sobre os deveres ético-políticos dos governantes. Além desses, parece que a população em geral também está se esquecendo dos valores e princípios éticos que todos devem seguir e respeitar. Talvez esteja indiferente.
Só conseguiremos mudar essa realidade quando houver garantia à população de uma boa educação, o que trará consciência e resultados éticos muito mais satisfatórios que os presenciados atualmente, pois não se aprende mais a ética durante o período escolar. Deve ser pressuposta na medida em que se torna indispensável para a convivência entre os homens.
Essa realidade deve ser repensada, pois sem a junção entre a ética e a política, não poderemos viver em um país solidário e humano, que lute pela igualdade entre as inúmeras camadas sociais hoje existentes. Da forma que nossa sociedade está de conduzindo, a medida que os anos passam, o caos social irá aumentar gradativamente e chegará a um ponto em que a vida, a interação social entre os homens será impossível.
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARANHA, Maria Lucia. Filosofando. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1993.
IGLÉSIAS, Francisco. Trajetória política do Brasil: 1500-1964. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
MAAR, Wolfgang Leo. O que é política. 16. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.
NOVAES, Adauto. Ética. 8. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
SARTORI, Giovanni. A política. 2. ed. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1997.
SKIDMORE, Thomas. Brasil: de Getúlio Vargas a Castelo Branco. 12. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
________ Brasil: de Castelo a Tancredo. 6. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
TUGENDHAT, Ernest. Lições sobre ética. 5. Ed. Petrópolis: Vozes, 2003.
VÁZQUEZ, Adolfo Sanchez. Ética. 20. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.
WEIL, Pierre. A nova ética. 4. ed. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2002.
Fonte: Webartigos.com | Textos e artigos gratuitos, conteúdo livre para reprodução. 1
Uma criança de cinco anos em vista do grande apelo de marketing do PAN-AMERICANO e das Olimpíadas pergunta para o seu papai:
- Papai por que é PARAOLIMPÍADAS???
O pai, com habilidade, responde ao pequeno ser:
- Assim como tivemos o PAN, PARAPAN, teremos as Olimpíadas e as PARAOLIMPÍADAS. As PARAOLIMPIADAS são para os atletas especiais, com deficiência física, mentais, entendeu filhinho???
- Ah!! papai entendi, assim como teve eleição PARAPRESIDENTE e o LULA GANHOU NÉ!!!???

Falar mal de políticos corruptos é muito fácil,e muitas vezes esquecemos de policiar nossos próprios atos!
Esses são alguns dos vários exemplos que vemos no cotidiano e que muitos pais não se envergonham de passar para seus filhos que, no futuro, poderão ser nossos políticos! meu avô sempre dizia “quem hoje rouba um tostão, amanha leva um milhão!” e “um grama de exemplos vale mais que uma tonelada de conselhos” mas infelizmente são esses exemplos que não vemos na sociedade!
Ao sentar em um bar ou lanchonete e ser abordado por vendedores de DVD’s e CD’s piratas sou tido como preconceituoso e radical ao falar que não compactuo com a comercializaçã de produtos pirateados e criticar quem compra e vende!
Se você quer ter reguardados seus direitos, cumpra com os seus deveres!
Conheçam também a Biblioteca Virtual sobre Corrupção (BVC)! É um projeto da Controladoria-Geral da União (CGU) em parceria com o Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (Unodc). Trata-se de um instrumento de livre acesso, cujo objetivo é promover a pesquisa e a divulgação de informações sobre corrupção e áreas afins. Nosso acervo é atualizado periodicamente.
Lula na Inglaterra,pergunta à rainha:
- Senhora rainha, como consegue escolher tantos ministro tão maravilhosos? ![]()
Sua majestade responde:
- Eu apenas faço uma pergunta inteligente.Se a pessoa souber responder ela é capacitada a ser ministro.Vou lhe dar um exemplo...
A rainha manda chamar Tony Blair e pergunta:
- Mr. Blair, seu pai e sua mãe têm um bebê. Ele não é seu irmão nem sua irmã.Quem é ele?
Tony Blair responde:
- Majestade,esse bebê sou eu.
Ela vira pra Lula:
- Viu só? Mereceu ser ministro.
Lula maravilhado volta ao Brasil...
Chama a ministra Dilma Roussef e lasca a pergunta:
- Companheira Dilma, seu pai e sua mãe têm um bebê. Ele não é seu irmão nem sua irmã.Quem ele é?
A ministra responde:
- Senhor presidente,vou consultar nossos assessores e a base aliada e lhe trago a resposta.
Vai então e cobra a resposta.
Ninguém sabe.
Aconselham perguntar ao ex-presidente FHC, que é muito inteligente.
Dilma liga pra FHC:
- Fernando Henrique, aqui é a Dilma Roussef. Tenho uma pergunta pra você:
Se seu pai e sua mãe têm um bebê e esse bebê não é seu irmão nem sua irmã, quem é esse bebê?
O ex-presidente responde imediatamente:
- Ora senhora ministra, é lógico que esse bebê sou eu!
A ministra vai correndo levar a resposta ao Lula:
- Sr. Presidente, se meu pai e minha mãe têm um bebê e esse bebê não é meu irmão e nem minha irmã,é lógico que ele só pode ser o Fernando Henrique Cardoso.
Lula dá seu sorrisinho sabido e diz:
- Te peguei,companheira Dilma.Sua resposta está completamente errada...O bebê é o Tony Blair......
Depois de se conhecerem em uma festa, o casal acorda no dia seguinte com ar apaixonado.
- Foi uma noite maravilhosa! - diz o rapaz. – Aposto que você é veterinária!
- Como adivinhou? - pergunta ela surpresa.
- É que você soube cuidar bem do meu bichinho.
- E eu aposto que você é petista! - devolveu ela.
- Petista?
- Sim, quando estava por baixo ficava gritando o tempo todo e quando estava por cima, não sabia o que fazer.
Joãozinho tem de fazer um trabalho de aula e pergunta ao pai se acaso poderia fazer uma pergunta:
- Claro que sim, meu filho.
- Papai, o que é política?
- Bem meu filho, a política envolve uma série de fatores, como o poder econômico, a classe traba-
lhadora, o governo, o povo e o futuro do país. Entendeu?
- Não muito bem.
- Ok. vou dar o exemplo aqui de casa:
- Sou eu quem traz o dinheiro aqui pra dentro, portanto sou o poder econômico. A sua mãe é quem administra, gasta o dinheiro e portanto ela é o governo. Nós somos quem suprimos suas necessidades, portanto você é o povo. Seu irmão menor é o futuro do país. E a Zefinha, sua babá, é a classe trabalhadora. Entendeu???
- Acho que sim.
À noite, acordado pelo choro de seu irmão mais novo, levanta e vai até seu quarto e percebe que sua fralda estava suja e toda emporcalhada. Vai até o quarto dos pais e vê que a mãe dormia em um sono pesado. Vai ao quarto da babá, bate na porta e ninguém escuta, espia pelo buraco da fechadura e vê seu pai na cama com ela. O menino volta ao seu quarto e dorme.
Logo pela manhã, diz ao pai que entendeu o que é política:
- Ótimo meu filho, então me explica.
- Bem, enquanto o poder econômico fode com a classe trabalhadora, o governo dorme um sono pesado, o povo é ignorado e o futuro do país fica na merda.

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